Pontos-chave: a consulta do viajante
- Marque com antecedência. O NHS aconselha consultar um médico de família, um enfermeiro ou uma consulta do viajante pelo menos 8 semanas antes da viagem, porque algumas vacinas exigem várias doses ou tempo para fazer efeito.
- A consulta do viajante analisa o seu percurso, e não apenas o país de destino: as regiões, a época do ano, a duração da estadia, as atividades, o alojamento e a sua própria saúde alteram o aconselhamento.
- As verificações típicas incluem vacinas de rotina e vacinas para viagens (por exemplo hepatite A, febre tifoide, febre amarela, raiva ou encefalite japonesa), certificados de entrada, comprimidos contra a malária e os medicamentos que já toma.
- Vacinas e comprimidos não cobrem tudo. A dengue, o Zika e a chikungunya são transmitidos por mosquitos que picam durante o dia, por isso a consulta aborda também a prevenção de picadas: repelente, roupa e mosquiteiros.
- Leve um itinerário escrito, o seu registo de vacinas e uma lista de medicamentos para tirar o máximo partido de uma consulta curta.
Tailândia, Quénia, Costa Rica, Bali ou Amazónia: as viagens aos trópicos são entusiasmantes, mas trazem riscos para a saúde que a maioria dos europeus nunca encontra em casa. Uma consulta de medicina do viajante (em Portugal, a consulta do viajante) é o passo que transforma uma lista vaga de preocupações num plano claro. Este guia explica o que é realmente verificado na consulta do viajante antes de uma viagem tropical, como se preparar e porque é que a prevenção de picadas faz parte de todas as consultas.
Quando deve marcar a consulta do viajante?
Idealmente, assim que as datas estiverem definidas. O NHS recomenda pelo menos 8 semanas antes da partida, e mais cedo para viagens longas ou percursos complexos. Algumas vacinas, como a da raiva, da encefalite japonesa ou da hepatite B, são administradas num esquema de várias doses ao longo de dias ou semanas. O certificado de febre amarela só passa a ser válido 10 dias após a vacinação. Os comprimidos contra a malária também têm de ser iniciados antes da chegada, e algumas pessoas preferem experimentá-los primeiro em casa.
Ir tarde continua a ser melhor do que não ir: uma consulta do viajante consegue normalmente oferecer as vacinas e os conselhos mais importantes mesmo poucos dias antes da partida.
O que é verificado na consulta do viajante?
1. O seu itinerário em pormenor
O risco varia muito dentro de um mesmo país. Um hotel de praia em Phuket e uma caminhada na selva junto à fronteira entre a Tailândia e Myanmar implicam riscos muito diferentes, tal como Nairobi e um safari no Masai Mara. Conte com perguntas sobre:
- as regiões exatas e a ordem dos países (relevante para as regras de entrada relativas à febre amarela),
- a época do ano (as estações das chuvas significam muitas vezes mais mosquitos),
- a duração da estadia e o tipo de alojamento (hotel com ar condicionado, lodge, alojamento em casa de família, campismo),
- as atividades: caminhadas, mergulho, ciclismo, espeleologia, contacto com animais, visitas a amigos e familiares.
2. A sua saúde e os seus medicamentos
O profissional de saúde vai perguntar-lhe por doenças crónicas, alergias, gravidez ou planos de engravidar, sistema imunitário enfraquecido e os medicamentos que toma. Isto é importante porque algumas vacinas são vacinas vivas (por exemplo a da febre amarela) e alguns comprimidos contra a malária interagem com outros medicamentos ou não são adequados em certas condições.
3. Vacinas de rotina
Antes de qualquer vacina para viagens, a consulta verifica se as vacinas habituais estão em dia, como tétano, difteria, poliomielite e sarampo. Uma viagem aos trópicos é um bom momento para pôr em dia os reforços em falta.
4. Vacinas para viagens tropicais de acordo com o seu percurso
| Vacina | Frequentemente considerada para | A saber |
|---|---|---|
| Hepatite A | A maioria dos destinos tropicais | Transmitida por alimentos e água contaminados |
| Febre tifoide | Sul da Ásia, partes de África e do Sudeste Asiático | A higiene alimentar e da água continua a ser importante |
| Febre amarela | África tropical e América do Sul | Administrada apenas em centros autorizados; certificado válido 10 dias após a vacinação |
| Raiva | Zonas remotas, estadias longas, contacto com animais | Esquema de doses antes da viagem; procure sempre cuidados médicos após qualquer mordedura ou arranhão |
| Encefalite japonesa | Ásia rural, sobretudo estadias mais longas perto de arrozais | Transmitida por mosquitos que picam sobretudo ao fim do dia e à noite |
| Dengue | Alguns viajantes, consoante as regras do país e uma infeção anterior | Não é adequada para todos; a prevenção de picadas continua a ser essencial |
Nem todos os viajantes precisam de todas as vacinas. O objetivo da consulta é ajustar as vacinas ao seu risco real, e não dar a lista mais longa possível.
5. Requisitos de entrada e certificados
Alguns países exigem um Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia para a febre amarela, a todos os viajantes ou apenas aos que chegam de um país com risco de febre amarela. A consulta verifica isto face ao seu percurso completo, incluindo as escalas em trânsito.
6. Risco de malária e comprimidos
Para zonas com malária em África, na Ásia e na América Latina, a consulta avalia se precisa de comprimidos antimaláricos, que tipo é adequado para si e durante quanto tempo os deve tomar antes, durante e depois da viagem. Também lhe dirá para procurar ajuda médica com urgência perante qualquer febre durante ou após a viagem. O nosso guia sobre a malária explica o essencial.
7. Prevenção de picadas
Esta é a parte que muitos viajantes subestimam. Nenhuma vacina ou comprimido protege contra todas as doenças transmitidas por mosquitos. A dengue, o Zika e a chikungunya são transmitidos por mosquitos Aedes, que picam sobretudo durante o dia, enquanto os mosquitos Anopheles, que transmitem a malária, picam sobretudo do anoitecer ao amanhecer. Por isso, o ECDC e a OMS (WHO) recomendam combinar repelente na pele exposta, roupa que cubra o corpo, quartos com redes nas janelas ou ar condicionado e mosquiteiros quando necessário. O nosso guia sobre como evitar picadas de mosquito em viagem entra em pormenores práticos.
8. Alimentos, água, sol e seguro
Muitas consultas abordam também a segurança dos alimentos e da água, a diarreia do viajante, a proteção contra o calor e o sol, um kit médico básico de viagem e a importância de um seguro de saúde de viagem que inclua evacuação médica.
Como se preparar para a consulta
- Escreva o seu itinerário, com datas, regiões e atividades previstas.
- Leve o seu registo de vacinas ou boletim de vacinas.
- Faça uma lista dos seus medicamentos, alergias e eventuais problemas de saúde.
- Anote as suas perguntas, por exemplo sobre crianças, gravidez ou mergulho.
- Informe-se sobre os custos com antecedência: em muitos países europeus, as vacinas para viagens são pagas parcial ou totalmente pelo viajante.
Como a incognito® ajuda
Quando a consulta do viajante fala de prevenção de picadas, refere-se normalmente a um repelente que vai mesmo usar, várias vezes por dia, durante toda a viagem. O nosso Conjunto Viajante Elite reúne os essenciais de viagem da gama incognito®, construídos em torno do nosso Spray Repelente de Insetos. É sem DEET e usa PMD (Citrepel®), um ativo de origem vegetal derivado da citronela de Java. É clinicamente comprovado, recomendado contra mosquitos e carraças, vegan e biodegradável. Use-o em conjunto com as vacinas e os comprimidos recomendados pela consulta, não em vez deles, e siga sempre o rótulo.
Perguntas frequentes
Com quanta antecedência devo ir à consulta do viajante?
O NHS aconselha pelo menos 8 semanas antes da viagem, porque algumas vacinas exigem várias doses ou tempo para fazer efeito. Se partir mais cedo, marque na mesma: a consulta consegue normalmente ajudar mesmo em cima da hora.
Que vacinas são necessárias para uma viagem aos trópicos?
Depende do seu percurso, das atividades e da sua saúde. As opções mais comuns incluem hepatite A, febre tifoide, febre amarela, raiva e encefalite japonesa, mas a consulta do viajante só recomendará as que correspondem ao seu risco real.
O que devo levar à consulta do viajante?
Leve o itinerário com datas e regiões, o seu registo de vacinas, uma lista de medicamentos e alergias, e as perguntas que tiver sobre crianças, gravidez ou atividades específicas.
Continuo a precisar de repelente de insetos se já tiver feito as vacinas para a viagem?
Sim. Não existe uma vacina contra a dengue adequada a todos os viajantes, nem nenhuma contra o Zika ou a chikungunya, e os comprimidos contra a malária não evitam as picadas. O repelente, a roupa que cobre o corpo e os mosquiteiros continuam a ser essenciais.
A consulta do viajante verifica os comprimidos contra a malária?
Sim. O profissional de saúde avalia se o seu percurso tem risco de malária, que comprimido é adequado à sua saúde e aos outros medicamentos que toma, e durante quanto tempo o deve tomar antes, durante e depois da viagem.
Fontes
- NHS — Vacinas para viagens
- WHO — Viagens e saúde
- CDC — Saúde do viajante por destino
- NaTHNaC TravelHealthPro — Informação por país
- WHO — Ficha informativa sobre febre amarela
- NHS — Malária
- ECDC — Medidas de proteção contra mosquitos
Escrito pela equipa incognito®. Este artigo contém informação geral e não constitui aconselhamento médico. Leia sempre o rótulo e a informação do produto antes de usar qualquer repelente, e consulte um médico, farmacêutico ou consulta do viajante sobre vacinas, comprimidos contra a malária, requisitos de entrada e conselhos de saúde em viagem para o seu itinerário, bem como sobre o uso de repelentes em crianças, durante a gravidez ou em pele sensível.